Muitos Mergulhos!!!
Coelhinhos ?

Não… nenhum coelhinho, mas muitas tartarugas, frades, baiacus, trombetas e moréias. Assim foram nossos 3 dias em Arraial do Cabo passando a Páscoa em um ambiente muito tranqüilo, com novos e velhos amigos, muitos mergulhos e alegria garantida.

Nossa turma era formada:

Pelos alunos de Básico: Leonardo, Raffaela, Andrea (nossa Deusa do Oriente), Rita, Juliana, Rubens e Lucas.

Pelos alunos de Profundo, PPB, Noturno e Nitrox: Elaine, Thais, Simone, Isabela, Luiz Felipe, Aline e Ignácio.

Pelos alunos de Biologia Marinha: Thiago Meirelles e Soldon.

Os turistas: Ana Carolina e Joseli.

Os alunos de DM: Amire e Marcelo Aun.

E a melhor equipe do Brasil: Alexandre, Pina, Bianca e Joe

Fizemos 3 dias de mergulhos com 4 saídas onde visitamos: Porcos, Cardeiro, Jararaca e Anequim.

Àgua clara e quente. Muita vida e ótimas oportunidades de muita interação humana com a turma. Realizamos dois churrascos: um a abordo e outro a beira da piscina na pousada.

Neste segundo aconteceu o tradicional Bingo da Amigos do Joe, onde o simpático e sorridente casal Ignácio e Simone levaram para casa a Mala SEACSUB e outros 13 sortudos ganharam do coelhinho da Páscoa um Curso de Especialidade de Mergulho.

No sábado a tarde, a Luz me reservou um maravilhoso presente. Estávamos eu, Soldon, Ignácio, Simone e Elaine mergulhando quando encontramos um corpo de moréia, já em decomposição, fisgado por um anzol. A cena me entristeceu muito. Menos de 5 minutos depois, encontramos outra, porém está viva. Totalmente fora da toca.

Fui me aproximando, aguardando que ela se afastasse, mas a reação do animal foi a contrária. Deixou que a acariciasse com uma mão enquanto examinava a situação do anzol que tinha em sua extremidade um cabo de aço. Comecei a tentar abrir sua boca para enxergar onde o anzol se encontrava enroscado. Ela deixou !!!.

Percebi que havia engolido o anzol e que estava preso no início de sua garganta. Após um dez minutos de luta, percebi que sem uma ferramenta não conseguiria nenhum resultado positivo. Lancei mão de meu decomarker para a superfície prendendo-o em uma pedra. Subi e chamei o apoio da embarcação para conseguir um alicate de corte.

Na falta de um, desci com um alicate normal. Lá estava minha amiga me aguardando com um olhar de quem suplica socorro. Com muito jeito fui virando o anzol, por um momento ela deve ter sentido muita dor, pois se enrolou em meu braço, o momento ficou tenso, achei que poderia levar uma forte dentada. Soltei o arame e ela voltou ao chão, mas não foi embora, tentei novamente, o anzol se soltou, mas ela, em reflexo, mordeu-o enganchando o instrumento em sua mandíbula inferior.

Mais 8 minutos de luta para fazer o anzol girar ao contrário e se soltar. Na hora em que se livrou, por instinto, me deu um leve “beijo” que esfolou a parte superior de meu dedo anelar esquerdo.

Estava livre. Não saiu de meu lado e ainda permitiu um carinho antes de partir sem o incômodo.

Foi um enorme e emocionante presente poder livrar o animal de uma morte tão sofrida.

Voltamos para a embarcação, eu e Soldon. Felizes, emocionados e comemorando ao extremo o presente.

Fiquem na Luz.