Esta espécie de coral rochoso – filo Cnidaria, classe Anthozoa, ordem Scleractinia, família Mussidae – é endêmica da região do arquipélago dos Abrolhos na Bahia, Brasil. As colônias destes animais (assim como de outras espécies de corais) compõem grandes estruturas chamadas “chapeirões”, e normalmente possuem o formato de grandes domos, o que lhes dá o apelido de coral-cérebro, chegando a 10 metros de diâmetro.
Possuem distintas colorações como cinzenta-azulada, verde e amarela. Estes corais constituem recifes naturais que provêm habitat para diversos peixes e invertebrados, sendo assim de fundamental importância para os ecossistemas marinhos e para a biodiversidade.

O estudo de mussismilia braziliensis revelou que os indivíduos são hermafroditas, seus pólipos contendo células reprodutivas dos ambos sexos em ciclos de 3 e 11 meses para esperma e óvulos respectivamente. Uma vez que o desenvolvimento é completo, os pólipos de uma colônia desovam de forma sincronizada, e é possível que isto ocorra também entre diferentes colônias, mas sempre da mesma espécie de forma a otimizar a reprodução da espécie. A desova ocorre entre março e meados de maio, possivelmente seguindo condições de temperatura e incidência da luz na água. A fertilização ocorre de forma externa após a desova, e as larvas se desenvolvem em plânulas, a forma de plâncton dos cnidários que vaga pelas correntes e marés até se fixar no substrato ou servir de alimento a outros organismos.

Apesar dos Abrolhos estarem mais afastados e protegidos da ação humana, ainda assim a espécie está sujeita a diversas ameaças como:
– doenças ou pragas e branqueamento de corais devido a stress. Ambos ultimamente têm mostrado crescer na medida que a temperatura do planeta e dos oceanos sobe;
– processos de sedimentação, pela remoção de vegetação que segura sedimentos, que acabam por diminuir a incidência de luz quando depositados sobre os organismos;
– poluição da água, trazendo bactérias que podem causar as pragas citadas;
– extração de petróleo e gás natural, que influenciam a plataforma marinha e trazem o risco de vazamentos;
– situação de sobrepesca que afeta a quantidade de algas, que disputam espaço com os corais;
– acidificação do oceano devido à maior quantidade de gás carbônico na atmosfera, o que torna a água menos alcalina enfraquecendo as estruturas de carbonato de cálcio dos corais e diminuindo sua taxa de crescimento.

Fonte: http://www.edgeofexistence.org/coral_reef/species_info.php?id=1858

 

Contribuição: Marcos Farah Nagato