Pertencente ao filo Cnidaria, classe Anthozoa, com o nome científico Tubastraea coccinea, é um animal originário do arquipélago de Fiji (sul do Oceano Pacífico).

Alimenta-se de plâncton e, para construção do seu esqueleto, absorve carbonato de cálcio da água.

Hermafrodita com fecundação interna, também se reproduz de forma sexuada. Na fase inicial, é planctônico. A larva depois se assenta nas regiões de entre-marés ou infralitoral, em costões rochosos, tornando o organismo bento séssil, isto é, fixo ao substrato. Mais comum até 4,2 m de profundidade, pode ser encontrado até 40m.

Registros apontam que chegou ao Brasil no fim dos anos 80, por incrustação em plataformas de petróleo ou cascos de navios. Primeiramente observado na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, espalhou-se por vários Estados e domina os costões da região da Ilha Grande (RJ), constituindo uma grave ameaça ao equilíbrio ambiental.

Um dos motivos disso é que, não tendo predadores naturais na nossa costa, reproduz-se com grande eficiência e, prevalecendo na competição por alimento, rapidamente elimina espécies nativas, como o coral-cérebro. Outro problema é a drástica redução de oxigênio no local onde se instalada. Pois, além de tomar o espaço dos corais nativos, não abriga algas simbióticas produtoras do gás.

Pesquisadores consideram paliativa a simples retirada manual. A medida só seria útil no início da colonização. Estuda-se a possibilidade de controlar a proliferação através de bactérias e vírus específicos.

 

Contribuição: Rodrigo Majella