Os cavalos-marinhos são exóticos peixes ósseos, da classe dos Osteichthyes, dentro do Filo Chordata. O nome científico “Hippocampus” significa “mostro marinho” e, segundo a mitologia grega, eram seres fictícios, filhos de Poseidon, e que possuíam cabeça de cavalo e corpo de peixe. Sua estrutura é muito curiosa e não é tão frágil como parece: cabeça alongada com filamentos que lembra a de um cavalo, corpo coberto por duras placas dérmicas que servem de proteção contra os seus predadores e cauda preênsil que se agarra ao substrato. Usa o seu focinho tubular para sugar o alimento que passar por ele, basicamente moluscos, vermes, crustáceos e plâncton. Vivem em águas temperadas e tropicais e nadam com o corpo na posição vertical, movimentando as suas barbatanas dorsais como único meio de propulsão. Seus corpos chegam no máximo a 15cm de altura. Os cavalos-marinhos reproduzem durante todo o ano e o acasalamento e a reprodução são aspectos muito interessantes deste animal marinho: durante o namoro, eles “dançam” por horas, como uma “valsa entre as algas”, até que a fêmea escolhe o seu macho para depositar seus 300 ovos em uma bolsa incubadora na base da cauda do parceiro, para que ele libere seu esperma e haja a fecundação. Existem 32 espécies no mundo – apenas 2 no Brasil – e, infelizmente, quase todas estão listadas na categoria Vulnerável da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Atualmente são comercializados vivos, como peixes ornamentais, ou mortos e secos, como matéria prima para a confecção de fármacos industrializados ou “remédios caseiros”. Colaboração: Roberta Plut Raschkovsky