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Encontro com tubarões

Os tubarões ainda são vistos pela grande maioria das pessoas como seres terríveis, perigosos e que deviam ser caçados e mortos a todo custo. A mídia vem exercendo papel fundamental na manutenção desdes sentimentos, à medida que exalta os incidentes com esses animais em suas manchetes. E como nós, seres humanos, somos mais atraídos pela descraça do que pela beleza, alimentamos estas inverdades.
Basta trazer o tema para discussão, que, invariavelmente, a maior atenção é dada sempre para as desgraças envolvendo tubarões e suas “vítimas”. A maioria das pessoas tem a morbida curiosidade por esses fatos e acontecimentos.

A verdade é completamente diferente do que se retrata. Por ano aniquilamos aproximadamente 70 milhões de indivíduos com a pesca predatória e indiscriminada mundo afora. E a correta pergunta seria: quem deve temer quem ?

É muito difícil acabar com o mito de que “tubararões são perigosos”, mas aos poucos, principalmente entre mergulhadores, este paradigma vem sendo eliminado.

Nos mergulhos onde temos o prazer de encontro com esses seres fantásticos, observamos o quanto a relação entre homem e animal pode ser mais benéfica para ambos quando abrimos mão da violência e damos lugar ao respeito.
Tanto que essa atividade, graças ao esforço de poucos, vem crescendo e, em algumas áreas como Bahamas, Galápagos, África do Sul e Austrália, a receita do turismo subaquático com tubarões convenceu as autoridades locais a preservarem suas espécies.
Lá um tubarão vivo rende milhares de dólares/ano.

Uma realidade completamente diferente da pesca predatória onde um animal representa um rendimento econômico muito menor e somente uma única vez. Ou seja, mesmo o argumento exploratório do animal não é mais justificado hoje em dia. Já é passada a hora de falarmos tanto em preservacionismo e partimos para a ação. Não são apenas nossos tubarões que estão morrendo… Nosso planeta também.

E acharmos que isto está longe de acontecer, é simplesmente desprezar o óbvio. Pois este futuro horrível, que tanto vemos no noticiário, já chegou e estamos vivendo seu início, mas. espero que não vejamos eu fim.

Os Amigos do Joe vem se tornando uma operadora especialista em pacotes para Galápagos e, em especial para Darwin e Wolf, as duas ilhas do arquipelágo com maior indíce de encontros com tubarões, com destaque para as espécies Martelo, Galha Branca e Galha Preta.São centenas de animais avistados em cada mergulho, onde a proximidade com as “feras” chega ao rídiculo 1 metro.

E, após dezenas de anos de atividade subaquática no local, nenhum acidente foi registrado. Para tanto, o segredo, como citado anteriormente, é o respeito.

E o que fazer ao encontrar um animal desde durante o mergulho ? A pergunta deve ser respondida de duas formas.

Primeiro: em águas onde existe um ecosistema equilibrado, o risco é quase nulo, os animais estão bem alimentados e acostumados com nossa presença. Afinal de contas, por mais que a mídia queira passar uma impressão diferente, não fazemos parte do menu de nenhuma espécie de tubarão e, com toda certeza, eles não são devoradores de homens. São apenas ótimos caçadores marinhos e que se pudessem escolher, jamais teriam um encontro com o “bicho” homem.

Segundo: em águas que não são normalmente frequentadas por esses animais, seja por não serem zonas de alimentação ou pela pesca predatória que impede sua chegada a pontos mais próximos da costa (as ilhas que costumamos visistar em nossos mergulhos no Brasil, por exemplo), neste caso, o mergulhador deve ser mais cauteloso e atentar para a reação do tubarão. Levamos uma grande vantagem em relação a surfistas e banhistas, que por estarem na superfície e não poderem ser vistos por inteiro e devido aos ruídos e movimentos bruscos da natação acabam por serem confundidos com tartarugas, leões marinhos e outros seres que são caça de inúmeras espécies de tubarão. Mas nos dois casos o mergulhador deve se comportar calmamente, evitar o stress e a natação rápida.
Manter a posição de observador, braços recolhidos ao corpo, evitar movimentos bruscos e nunca nadar diretamente ao encontro do animal. Deixe que a curiosidade do tubarão traga-o até você. Caso contrário, você pode afugentá-lo e perder o espetáculo.

Em caso de dúvida se a visita está sendo amigável, interompa a natação e procure observar o animal, calmamente comece a nadar para a embarcação ou costa para encerrar a imersão. Simples como parece.

Então… aguardo você para nosso próximo encontro com nossos amigos – os Tubarões.

Grande abraço e fiquem na Luz

Joe

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