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Tubarão Galha-branca

O Galha-branca, velho conhecido daqueles que foram conosco para Galápagos em nossa última viagem, é um tubarão relativamente corpulento com focinho curto e arredondado, possue dorso cinza-escuro, clareando para os flancos, e ventre branco-amarelado. Seus dentes da maxila superior são triangulares com bordo serrilhados e os da inferior pontiaguados. Chegam a medir 4 metros e pesar 168 Kg, mas na média medem e pesam 2,5 m e 70 Kg, respectivamente. Os filhotes nascem entre 60 e 65 cm, sendo 22 anos a especíe mais idosa encontrada.

Ocorre em águas tropicias e subtropicais, ou seja, pode ser avistado por toda a costa brasileira, mas, infelizmente, encontra-se na lista de animais em ameaça de extinta em nível “Baixo Risco” (avaliação da qual discordo – o correto, em minha opinião, seria altíssimo risco).

Apesar de nado lento e vagaroso, é muito ativo quando da procura de alimento e capaz de violenta aceleração quando excitado. Normalmente solitário, sendo visto em grupos somente quando há abundância na oferta alimentar que é composta por peixes oceânicos e raias e, raramente, aves, crustáceos, lulas e tartarugas. Como toda espécie oceânica é um animal oportunista e precisa aproveitar as poucas ocasiões em que lhe aparecem potenciais presas. Em caso de muita fome pode se alimentar de carniça e até lixo.

No Pacífico, o Galha-branca muita vezes assume um comportamento atípico de associação com baleias piloto. Suspeita-se que essa associação esteja relacionada à alimentação, pois essas baleias são exímias em localizar grupos de lulas.

Nos raros momentos de contato com o homem seu comportamento é quase sempre de indiferença, não apresentando nenhum medo. No entanto, esta espécie tem sido, através da história, apontada como “devoradora de homens” após desastres em alto mar. Com muita frequência é a primeira espécie a ser encontrada nas imediações após acidentes com aeronaves e embarcações com vítimas. Na Segunda Guerra Mundial o vapor Nova Escócia foi torpedeado por um submarino alemão e afundou na costa da África do Sul. Dos, aproximadamente, mil homens a bordo, apenas 192 sobreviveram e, segundo os testemunhos, instalou-se um frenesi alimentar por parte dos Galha-brancas no local devorando as vítimas.

Nome científico: Carcharhinus longimanus
Outros nomes vulgares: Galano (Cuba), requin blanc (França), Squalo alalunga (Itália), Tiburon pardo (Espanha) Tubarão-de-pontas-brancas (portugal), Whitetip whaler (Austrália).

Fonte de Consulta:: Tubarões no Brasil – Guia Prático de Identificação – Marcelo Szpilman

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