O verme tubular gigante é um invertebrado marinho do filo Anelidda encontrado recentemente nas zonas abissais do Pacífico. Ele pode chegar a 2,5 metros de comprimento e alcançar 250 anos de idade. Pertence a classe Polychaeta que são dos vermes aquáticos. O nome da classe deriva do grego que significa muitas cerdas e que faz referência ao corpo destes vermes cobertos de cerdas.

Este animal com certeza é um dos mais instigantes do nosso planeta, pois faz parte de um ecossistema cuja fonte de energia primária não é a solar, vive fixado a chaminés vulcânicas ativas onde as temperaturas passam dos 400, a mais de 1000 metros de profundidade, onde a luz do sol não penetra e imerso em ácido sulfídrico.

O tubo do verme é rígido e serve de proteção e sustentação ao animal. O verme nunca deixa o seu tubo. Ele possui na sua extremidade livre uma pluma vermelha super vascularizada que é o órgão utilizado para a troca de substâncias com o meio. Este animal não tem sistema digestivo e vive em simbiose com uma colônia de bactérias que habita seu interior representando cerca de 50% do seu peso. O verme prove abrigo e nutrientes para as bactérias e elas produzem energia para o verme.

Assim como as plantas estas bactérias fixam a energia do ecossistema, só que a fazem através da quimiossíntese das substâncias liberadas pelas chaminés vulcânicas e que são capturadas pelos tentáculos do verme. As moléculas orgânicas, como o açúcar, resultantes da quimiossítense das bactérias são a única fonte de alimento do verme.

Apesar de fixar energia sem luz solar, este ecossistema depende indiretamente do Sol pois ele necessita do oxigênio que é produzido através da fotossíntese nas zonas superiores. Sabe-se também que as chaminés podem interromper sua atividade subtamente e uma vez que isso acontece a fonte de energia se esgosta e o verme morre junto com todo o ecossistema.

Colaboração:Adalberto Francisco Soares Júnior